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A Vila de Sal-Rei, tal como toda a Ilha da Boavista, encontra-se actualmente num processo de transformação rápido, em resultado da construção de inúmeros empreendimentos por agentes turísticos internacionais. Os novos hotéis, resorts e apartamentos de férias, se por um lado permitem a criação de emprego e a melhoria das condições de vida da população, por outro provocaram alterações radicais no tecido urbano existente impondo uma escala de construção inusual.
O projecto Sal-Rei partiu de uma encomenda de uma parceria público-privada que teve como objectivo a substituição do antigo recinto de cinema ao ar-livre desactivado, na praça principal da Vila, por um edifício de uso misto com cinema, restaurante, espaços comerciais, escritórios e habitação. A sua implantação e o seu programa determinou a abordagem projectual desde o início do processo: a concepção de um edifício de excepção.
De acordo com as premissas definidas pela encomenda, o edifício deveria ter 5 ou mais pisos. Com questões como a escala, a volumetria e a sua inserção no tecido urbano como questões importantes a resolver,
o edifício assume-se como um bloco isolado e destacado, que através da sua volumetria irregular, procura estabelecer relações de cércea com os edifícios vizinhos. A introdução de grandes vãos na fachada, procura retirar a leitura imediata do seu número de pisos, conferindo-lhe um carácter simultaneamente mais doméstico e informal.
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